segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

sempre haverá uma primeira parte

- Aceita outro café?
- Não, obrigado. Me traga a conta, sim?
- Um momento senhor.
E o garçom saiu, um pouco irritado, afinal, o sujeito estava ali à uma hora e meia e apenas tinha consumido um café.
- Aqui está senhor.
- Obrigado.
O cidadão sacou uma nota de cinco reais, colocou dentro da pequena pasta preta com o logo da Visa em baixo relevo, e saiu. Caminhando trôpego pela praça Benedito Calixto, ainda estava bêbado.
João Donato era seu nome, mas não o ilustre compositor. Um ilustre desconhecido.
“João Donato era o maioral, o nosso Doni era um cara legal...” Roubado de um certo Renato, que de russo não tinha nada.

Nenhum comentário: