
Saiu de casa apressado, tropeçando em velhas caixas de madeira. Espalhafatoso como sempre, lembrara de um fato inconveniente. Não sabias mais como mudar, tudo em sua vida o levava ao descaso. Donato foi um dia um homem sério, casou-se, levava uma vida “normal”. O álcool lhe tirava os sentidos, transformara-o em algo disforme, distante de tudo que sonhara um dia. Mas, foda-se. Pensava. Tudo não passava de uma fase, uma porra de uma fase. Iria superá-la, ia vivendo, um dia após o outro, como lhe ensinaram um dia. Seus pais, seus amigos, todos à sua volta lhe davam conselhos cretinos. De como viveria sua vida.
- Donato, você está se acabando rapaz! Pare de beber! Pare de fumar! Pare de trepar! Pare! Pare! Pare!
Parece que as pessoas sabiam apenas essa frase: Pare! Pare!
Porra! Donato era dono de seu nariz! Sabia muito bem a hora de fazer as coisas, sabia o nível do álcool que ainda podia ingerir, sabia a quantidade de maconha que podia fumar, sabia quando e onde podia cheirar. Mas ninguém entendia Donato. Um filho da puta que tinha tudo acabou-se com nada.
Pensava com pesar: Ainda vou tomar tudo que me roubaram, principalmente a vergonha!
Foi nesse instante, sentado em um balcão de um bar qualquer na rua Augusta que ele viu Dorinha. Foi paixão à primeira vista. Não que Donato acreditasse nisso, mas Eu, que estou escrevendo esta merda, acredito.
- Donato, você está se acabando rapaz! Pare de beber! Pare de fumar! Pare de trepar! Pare! Pare! Pare!
Parece que as pessoas sabiam apenas essa frase: Pare! Pare!
Porra! Donato era dono de seu nariz! Sabia muito bem a hora de fazer as coisas, sabia o nível do álcool que ainda podia ingerir, sabia a quantidade de maconha que podia fumar, sabia quando e onde podia cheirar. Mas ninguém entendia Donato. Um filho da puta que tinha tudo acabou-se com nada.
Pensava com pesar: Ainda vou tomar tudo que me roubaram, principalmente a vergonha!
Foi nesse instante, sentado em um balcão de um bar qualquer na rua Augusta que ele viu Dorinha. Foi paixão à primeira vista. Não que Donato acreditasse nisso, mas Eu, que estou escrevendo esta merda, acredito.