quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

por onde andas?


fogo por fogo

pó por pó

lampejos de uma mente barata

ensaios de um mundo crú

somente vasos vazios

aquilo que se lamenta

por dentro uma só clemência

outro disco riscado

sempre uma caneta em mãos

domingo, 6 de janeiro de 2008

Assim


Quando tinha vontade de se afogar, respirava.
Quando sofreu por se animar, regurgitava.
Quando tinha fome, bebia.
Quando tinha frio, se animava.

Quando tinha cadência, se aninhava.
Quando tinha inocência, se escarnecia.
Quando tinha eminência, se equivocava.
Quando tinha decência, se encabulava.

Quando tinha vontade, se encolhia.
Quando tinha sede, se assumia.
Quando tinha carência, se esquivava.
Quando tinha medo, se encolhia.

Assim era a vida
Assim tinha que viver
Assim morria a trégua
Assim tinha de morrer